Biopolítica das multidões: a narrativa em rede construída pelo #ProtestoRJ

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Este trabalho, apresentado VII Congresso de Estudantes de Pós-Graduação em Comunicação, busca revisar alguns conceitos como: capitalismo cognitivo, trabalho imaterial, formação de subjetividades, biopoder e biopolítica, para que possamos entender as novas formas narrativas produzidas nas ruas. Através da imersão no conceito de Ator-Rede de Bruno Latour será mapeado o campo que o autor chama de sociologia das associações, que redefine a noção de social e rastreia suas conexões, examinando mais de perto os agregados de uma sociedade e a produção de cartografias.

A rede, será dessa forma, observada por este viés, no qual não há previamente estabelecida a noção de grupo, mas a formação de grupo, na medida em que cada atuante se associa a diferentes elementos e suas próprias diferenciações o fazem divergir-se de si mesmo, sendo percebido como múltiplo. Através da cartografia visual do #ProtestoRJ, entre os dias 15 e 21 de junho de 2013, será possível visualizar os diferentes atores envolvidos na manifestação, situando suas posições e ações a partir da lógica do contágio, e os momentos em que configuram-se novas dinâmicas de redes. Esse processo se dará através da visualização de grafos das interações com duas principais estatísticas: os hubs e as autoridades, que nos oferecem pistas relacionadas a popularidade, relevância e centralidade dos atores.

O objetivo final é compreender porque dada mobilização social faz sair e entrar em cena atores sociais, a formação de certas coletividades, além de verificar como a temática do protesto perpassa por diferentes tópicos, com o mapeamento dos principais temas discutidos.

Segue o arquivo em anexo: Biopolítica das Multidões – Download

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